quinta-feira, 20 de abril de 2017

Abraham Palatnik - A Reinvenção da Pintura



“Abraham Palatnik - A Reinvenção da Pintura” é uma exposição que traz a retrospectiva da trajetória do artista Abraham Palatnik, considerado um dos pioneiros da Arte Cinética no mundo. A mostra, que já passou por Brasília, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, estará no Rio até o dia 24 de abril.

Nascido em 1928 em Natal - RN, Palatnik mudou-se com a família para Tel-Aviv (então Palestina) onde estudou mecânica de motores de explosão, pintura, desenho e história da arte. Aos 20 anos quando retorna ao Brasil, o artista se instala no Rio de janeiro.
Na então capital federal, convive com artistas como Ivan Serpa, Renina Katz e Almir Mavignier. E, conhece as obras dos internos do Hospital Psiquiátrico Pedro II no bairro Engenho de Dentro, fato impactante que mudaria sua carreira, desafiando seu conceito de arte. A exposição conta com obras de 2 internos deste hospital.
A partir desse momento, Palatnik inicia sua trajetória com obras dotadas de vida própria, que  integram movimento, cor e luz. Suas primeiras grandes invenções são os chamados Aparelhos Cinecromáticos” que consistiam em caixas de telas com lâmpadas que se movimentam por mecanismos acionados por motores.



Na intenção de aproximar sua arte das pessoas, em 1954 Palatnik cria com o irmão uma fábrica de móveis, que produzia  vários tipos de mesa com tampos de vidro pintados pelo artista, além de poltronas, cadeiras e sofás. Com a mesma ideia, os irmãos inauguram, na década de 1970, a Silon, que produzia objetos de design em formato de animais.



Continuando a trajetória do artista, a partir de 1959, o movimento é levado para o campo tridimensional com a criação de obras em que campos eletromagnéticos acionam pequenos objetos colocados em caixas fechadas.


Iniciada em 1962, a série Progressões traz obras confeccionadas com materiais como madeira, cartões, cordas e poliéster que, dispostos em faixas, compõem efeitos óticos.


Os Objetos Cinéticos são esculturas de arame, formas coloridas e fios que se movem acionadas por motores e eletroímãs, nascidos em 1964.


Atualmente o “artista inventor”, consagrado por sua arte que une tecnologia e originalidade, segue com a produção de obras em seu ateliê, porém,  de acordo com o próprio, trabalhando menos horas do que antes.

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